Na biblioteca estiveram expostos vários livros alusivos à Europa.
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Destacamos na Agenda Cultural de Maio
Agenda Cultural – Maio 2010
http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/aglx_mai10.pdf
Reportagem “Ler na cidade”
Feiras do livro
Dia Internacional dos Museus – 18 de Maio
Durante duas semanas, quem gosta de
ler desloca-se à Feira do Livro, no Parque
Eduardo VII, para folhear, comprar, saber e
desfrutar de obras de muitos autores. Outras
vezes vai-se até lá para conhecer os nossos
escritores de eleição, outras ainda em busca
de oportunidades e descobertas raras. Lisboa
é uma cidade de letras, por várias vezes
construída em palavras por autores nacionais
e estrangeiros, feita de recantos e nichos,
que surpreende sempre quando se olha uma
segunda vez. E é também uma cidade onde
se lê, que oferece recantos e nichos de leitura.
Perguntámos a uma actriz, um cineasta, um
artista plástico, uma editora, um escritor,
um músico, um humorista e uma coreógrafa
pelos lugares onde gostam de ler e pelos
livros que ficaram ligados a esses lugares.
Texto
Luis Almeida D’Eça e Rui Cintra
Fotografia
Vera Correia
A Festa dos Museus
Dia internacional dos museus
Sob o lema
Museus e Harmonia Social, proposto pelo ICOM (International Council of Museums),
comemora-se a 18 de Maio o Dia Internacional dos Museus. À semelhança dos anos
anteriores, cada museu prepara o evento com a individualidade que a sua colecção requer
e em consonância com o tema proposto, mantendo as portas abertas, em gratuidade,
durante todo o dia. Para além disso, inauguram-se exposições, propõem-se ateliês e oficinas,
visitas comentadas, recriações históricas,
performances, animações diversas e programações
especiais para as crianças.
A Câmara Municipal de Lisboa e a EGEAC, através do Museu da Cidade, Museu Bordalo Pinheiro,
Museu do Teatro Romano, Museu do Fado e Museu da Marioneta, assinalam a data, oferecendo um
conjunto de actividades diversas e de acesso livre.
Destaque para a Noite dos Museus no Teatro Romano (15 de Maio), onde
serão encenadas leituras de textos de autores clássicos, recriando a ambiência da Lisboa
romana.
Gabriela Carvalho
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• Em Março tanto durmo como faço.
• Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
• Março, marçagão, manhãs de Inverno, tardes de Verão.
• Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.
• Quem poda em Março, vindima no regaço.
• Março amoroso faz o ano formoso.
• Em Março, chove cada dia um pedaço.
• Se queres um bom cabaço, semeia em Março.
• Em 25 de Março, se o cuco não se ouvir, ou é morto ou não quer vir.
• Em Março, esperam-se as rocas e sacham-se as hortas.
• Março duvidoso, S. João farinhoso.
• Nasce erva em Março, ainda que lhe dêem com um maço.
• Páscoa em Março, ou fome ou mortaço.
• Podar em Março é ser madraço.
• Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
• Quando Outubro for erveiro, guarda para Março o palheiro.
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O Projecto “O Planeta Energia”, uma iniciativa do Centro de Informação Europeia Jacques Delors, enquanto Organismo Intermediário no Quadro de Parceria de Gestão, estabelecida entre o Governo Português e a Comissão Europeia, através da sua representação em Portugal, e desenvolvido pela Gobius Comunicação e Ciência.
O Planeta Energia http://www.oplanetaenergia.eu/
representa uma ferramenta didáctica na internet, para crianças dos 4 aos 7 anos de idade sobre o tema “Energia e Alterações Climáticas”. É disponibilizado gratuitamente:
– Glossário para Professores/Educadores;
– Glossário para crianças com actividades e imagens para colorir;
– Teatro interactivo (dando oportunidade às crianças de escolherem o melhor final, tendo em conta o bem-estar do Planeta);
– Desenhos animados;
– Jogos acerca da reciclagem, das fontes e dos tipos de energia e, também, desenhos para colorir;
– Espaço de partilha de trabalhos realizados pelas crianças;
– Espaço de partilha de recursos didácticos para Educadores;
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Alguns sites de referência portugueses sobre segurança na web
http://www.seguranet.pt Iniciativa Seguranet.
http://www.internetsegura.pt – Projecto Internet Segura da Comissão Europeia.
http://linhaalerta.internetsegura.pt – Linha de apoio para denúncia de sites não recomendáveis ou que de alguma forma coloquem em risco os seus utilizadores.
http://guia.internetsegura.pt – Guia prático de utilização segura da Internet.
http://dadus.cnpd.pt/ – sitio da web da Comissão Nacional para a Protecção de Dados, com actividades interessantes e formativas.
http://www.literaciadigital.pt site da Microsoft que disponibiliza além de cursos grátis para iniciação às tecnologias um módulo de segurança na Web.
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Água de Fevereiro, mata o Onzeneiro.
Ao Fevereiro e ao rapaz, perdoa tudo quanto faz.
Aproveite Fevereiro quem folgou em Janeiro.
Em Fevereiro põe o teu fumeiro.
Em Fevereiro, chega-te ao lameiro.
Em Fevereiro, chuva; em Agosto, uva.
Em Fevereiro, no 1º jejuarás, no 2º guardarás, no 3º dia de S. Brás.
Fevereiro é dia, e logo é Santa Luzia.
Fevereiro enxuto, rói mais pão do que quantos ratos há no mundo.
Fevereiro quente, traz o diabo no ventre.
Fevereiro recoveiro, afaz a perdiz ao poleiro.
Janeiro geoso e Fevereiro chuvoso fazem o ano formoso.
Não há Entrudo sem Lua Nova nem Páscoa sem Lua Cheia
Neve em Fevereiro, presságio de mau celeiro.
O tempo em Fevereiro enganou a Mãe ao soalheiro.
Para parte de Fevereiro, guarda lenha de Quinteiro.
Quando não chove em Fevereiro, nem prados nem centeio.
Quer no começo, quer no fundo, em Fevereiro vem o Entrudo.
Tantos dias de geada terá Maio, quantos de nevoeiro teve Fevereiro.
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ROSA LOBATO FARIA A escritora, letrista e actriz Rosa Lobato Faria, morreu hoje, dia 2, aos 77 anos, depois de uma semana de internamento num hospital privado. Foi colaboradora (dizendo poesias) de David Mourão-Ferreira em programas literários da televisão. Autora, entre outros, dos romances Flor do Sal, A Trança de Inês, Romance de Cordélia, O Prenúncio das Águas, ou mais recentemente A Estrela de Gonçalo Enes (ed. Quasi). Publicamos aqui a ‘autobiografia’ que escreveu para o Jornal de Letras há dois anos. Autobiografia Quando eu era pequena havia um mistério chamado Infância. Nunca tínhamos ouvido falar de coisas aberrantes como educação sexual, política e pedofilia. Vivíamos num mundo mágico de princesas imaginárias, príncipes encantados e animais que falavam. As piores pessoas que conhecíamos eram a Bruxa da Branca de Neve. Fazíamos hospitais para as formigas onde as camas eram folhinhas de oliveira e não comíamos à mesa com os adultos. Isto poupava-nos a conversas enfadonhas e incompreensíveis, a milhas do nosso mundo tão outro, e deixava-nos livres para projectos essenciais, como ir ver oscilar os agriões nos regatos e fazer colares e brincos de cerejas. Baptizávamos as árvores, passeávamos de burro, fabricávamos grinaldas de flores do campo. Fazíamos quadras ao desafio, inventávamos palavras e entoávamos melodias nunca aprendidas. Na Infância as escolas ainda não tinham fechado. Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas. Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom. Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores. E depois ainda havia infância para perceber o aroma do suco das maçãs trincadas com dentes novos, um rasto de hortelã nos aventais, a angú stia de esperar o nascer do sol sem ter a certeza de que viria (não fosse a ousadia dos pássaros só visíveis na luz indecisa da aurora), a beleza das cantigas límpidas das camponesas, o fulgor das papoilas. E havia a praia, o mar, as bolas de Berlim. (As bolas de Berlim são uma espécie de ex-libris da Infância e nunca mais na vida houve fosse o que fosse que nos soubesse tão bem). Aos quatro anos aprendi a ler; aos seis fazia versos, aos nove ensinaram-me inglês e pude alargar o âmbito das minhas leituras infantis. Aos treze fui, interna, para o Colégio. Ali havia muitas raparigas que cheiravam a pão, escreviam cartas às escondidas, e sonhavam com os filmes que viam nas férias. Tínhamos a certeza de que o Tyrone Power havia de vir buscar-nos, com os seus olhos morenos, depois de nos ter visto fazer uma entrada espampanante no salão de baile onde o Fred Astaire já nos teria escolhido para seu par ideal. Chamava-se a isto Adolescência, as formas cresciam-nos como as necessidades do espírito, música, leitura, poesia, para mim sobretudo literatura, história universal, história de arte, descobrimentos e o Camões a contar aquilo tudo, e as professoras a dizerem, aplica-te, menina, que vais ser escritora. Eram aulas gloriosas, em que a espuma do mar entrava pela janela, a música da poesia medieval ressoava nas paredes cheias de sol, “ay eu coitada, como vivo em gran cuidado, e ay flores, se sabedes novas, vai-las lavar alva”, e o rio corria entre as carteiras e nele molhávamos os pés e as almas. Além de tudo isto, que sorte, ainda havia tremas e acentos graves. Mas também tínhamos a célebre aula de Economia Doméstica de onde saíamos com a sensação de que a mulher era uma merdinha frágil, sem vontade própria, sempre a obedecer ao marido, fraca de espírito que não de corpo, pois, tendo passado o dia inteiro a esfregar o chão com palha de aço, a espalhar cera, a puxar-lhe o lustro, mal ouvia a chave na porta havia de apresentar-se ao macho milagrosamente fresca, vestida de Doris Day, a mesa posta, o jantarinho rescendente, e nem uma unha partida, nem um cabelo desalinhado, lá-lá-lá, chegaste, meu amor, que felicidade! (A professora era uma solteirona, mais sonhadora do que nós, que sabia todas as receitas do mundo para tirar todas as nódoas do mundo e os melhores truques para arear os tachos de cobre que ninguém tinha na vida real). Mas o que sabíamos nós da vida real? Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me, ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido). Só seis anos, três filhos e centenas de livros. Mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos. Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais. Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho,erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra-chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. Ainda espero ter tempo de aprender muita coisa, agora que decidi que a Bíblia é uma metáfora da vida humana e posso glosar essa descoberta até, praticamente, ao infinito. Pois é. Eu achava, pobre de mim, que era poetisa. Ainda não sabia que estava só a tirar apontamentos para o que havia de fazer mais tarde. A ganhar intimidade, cumplicidade com as palavras. Também escrevia crónicas e contos e recados à mulher-a-dias. E de repente, aos 63 anos, renasci. Cresceu-me uma alma de romancista e vá de escrever dez romances em 12 anos, mais um livro de contos (Os Linhos da Avó) e sete ou oito livros infantis. (Esta não é a minha área, mas não sei porquê, pedem-me livros infantis. Ainda não escrevi nenhum que me procurasse como acontece com os romances para adultos, que vêm de noite ou quando vou no comboio e se me insinuam nos interstícios do cérebro, e me atiram para outra dimensão e me fazem sorrir por dentro o tempo todo e me tornam mais disponível, mais alegre, mais nova). Isto da idade também tem a sua graça. Por fora, realmente, nota-se muito. Mas eu pouco olho para o espelho e esqueço-me dessa história da imagem. Quando estou em processo criativo sinto-me bonita. É como se tivesse luzinhas na cabeça. Há 45 anos, com aquela soberba muito feminina, costumava dizer que o meu espelho eram os olhos dos homens. Agora são os olhos dos meus leitores, sem distinção de sexo, raça, idade ou religião. É um progresso enorme. Se isto fosse uma autobiografia teria que dizer que, perto dos 30, comecei a dizer poesia na televisão e pelos 40 e tais pus-me a fazer umas maluqueiras em novelas, séries, etc. Também escrevi algumas destas coisas e daqui senti-me tentada a escrever para o palco, que é uma das coisas mais consoladoras que existem (outra pessoa diria gratificantes, mas eu, não sei porquê, embirro com essa palavra). Não há nada mais bonito do que ver as nossas palavras ganharem vida, e sangue, e alma, pela voz e pelo corpo e pela inteligência dos actores. Adoro actores. Mas não me atrevo a fazer teatro porque não aprendi. Que mais? Ah, as cantigas. Já escrevi mais de mil e 500 e é uma das coisas mais divertidas que me aconteceu. Ouvir a música e perceber o que é que lá vem escrito, porque a melodia, como o vento, tem uma alma e é preciso descobrir o que ela esconde. Depois é uma lotaria. Ou me cantam maravilhosamente bem ou tristemente mal. Mas há que arriscar e, no fundo, é só uma cantiga. Irrelevante. Se isto fosse uma autobiografia teria muitas outras coisas para contar. Mas não conto. Primeiro, porque não quero. Segundo, porque só me dão este espaço que, para 75 anos de vida, convenhamos, não é excessivo. Encontramo-nos no meu próximo romance.
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Vai a este sítio (http://www.wdl.org/pt/) e… desfruta da leitura.
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Limpar Portugal
Há um ano na Estónia a população conseguiu limpar o país num só dia.
As pessoas tiveram força de vontade, organizaram-se e a mobilização foi fenomenal!
Quem ficou a ganhar foi o país. (o vídeo é impressionante:
Agora em Portugal foi lançado o mesmo desafio: “Limpar Portugal” no dia 20 de Março de 2010. Inscrevam-se e divulguem por favor: http://limparportugal.ning.com
Para ter um país mais limpo, organizado e com menos incêndios!
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